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Com filha queer, Tadeu Schmidt faz reconhecimento sobre o passado: ‘não tem como voltar atrás’
Ao refletir sobre sua própria trajetória de vida, o apresentador Tadeu Schmidt demonstrou grande maturidade ao reconhecer que foi criado dentro de um contexto social marcado pelo preconceito. O comunicador não hesitou em admitir que sua geração normalizava comportamentos que hoje são inaceitáveis e combatidos por movimentos de direitos humanos.
Segundo ele, o acesso a novas informações e a convivência com as filhas foram determinantes para que pudesse reavaliar conceitos que antes considerava inofensivos, mas que na realidade sustentavam o preconceito.
Tadeu Schmidt fala sobre sociedade homofóbica
Tadeu Schmidt relembrou passagens de sua juventude em estádios de futebol, onde o ambiente hostil frequentemente fomentava xingamentos e piadas de cunho homofóbico contra o próximo. Ele admitiu ter integrado uma parcela da sociedade que, por ignorância ou influência cultural, validava o discurso de que a orientação sexual de alguém poderia ser um entrave para o seu sucesso ou aceitação.
Essa autorreflexão honesta foi amplamente elogiada pelo público, que viu na fala do apresentador uma tentativa sincera de evolução. “Eu cresci numa sociedade homofóbica”, afirmou. O apresentador destacou que o combate ao preconceito deve ser uma meta inadiável para a sociedade, classificando esse progresso como um caminho natural e necessário.
Tadeu acredita que sociedade será cada dia menos preconceituosa
Para o apresentador, ser uma pessoa pública também traz a responsabilidade de utilizar sua plataforma para promover mensagens de respeito e equidade. Ele ressaltou que, mesmo em seus programas de TV, tenta aplicar os conhecimentos adquiridos através do convívio familiar, sendo crítico com piadas ou situações que reforcem estereótipos prejudiciais. Tadeu Schmidt pontuou que a busca por um letramento sobre questões LGBTQIAPN+ é uma tarefa contínua, na qual ele se empenha diariamente para não ser falho. O apresentador acredita que o mundo será cada vez menos preconceituoso. “É um caminho inexorável, não tem como voltar atrás”, disse ele.