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Acusado de cometer crueldade, Celso Portiolli vira alvo de investigação
Acusado de cometer crueldade, Celso Portiolli vira alvo de investigação
Celso Portiolli e o SBT estão envolvidos em uma ação civil pública relacionada a uma dinâmica exibida no Domingo Legal, na qual uma rã foi utilizada durante o programa. Entidades de proteção animal acusam Celso de cometer crueldade e alegam que o animal teria sido submetido a uma situação de estresse e a condições inadequadas durante a atração.
O caso avançou novamente na Justiça após o surgimento de divergências entre pareceres veterinários apresentados no processo. Diante da diferença nas avaliações técnicas, o Ministério Público de São Paulo se manifestou a favor da realização de uma perícia oficial para esclarecer se houve maus-tratos.
Processo envolve dinâmica exibida no Domingo Legal
A ação foi movida por entidades de proteção animal contra o apresentador e a emissora. As organizações sustentam que a rã teria sofrido estresse intenso, além de ter sido submetida a manuseio considerado inadequado e à exposição a sons e luzes durante a dinâmica.
Em decisão liminar, a Justiça chegou a determinar que o SBT não utilizasse animais em suas atrações. A medida também estabeleceu multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Posteriormente, o processo seguiu para uma nova etapa de análise das provas.
Ministério Público defende perícia
Em agosto, a juíza Maria Helena Steffen Toniolo Bueno pediu que as partes se manifestassem sobre a possibilidade de julgamento imediato ou sobre a necessidade de produzir novas provas. A defesa de Celso Portiolli e do SBT afirmou que os elementos já reunidos seriam suficientes para uma decisão. O Instituto Thais Viotto, por outro lado, solicitou novos depoimentos e a realização de uma perícia técnica, além da participação dos veterinários responsáveis pelos pareceres que apresentam conclusões diferentes. O promotor Gustavo Albano Dias da Silva, do Ministério Público de São Paulo, apoiou a realização de uma perícia médico-veterinária judicial. Segundo a manifestação, os depoimentos pessoais seriam desnecessários, já que os acontecimentos estão registrados em vídeo, cabendo agora à Justiça definir os próximos passos do processo.