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Alexandre Pires vira alvo da PF em investigação sobre garimpo ilegal; defesa reage
A Polícia Federal investiga o cantor Alexandre Pires, de 50 anos, por uma suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à comercialização ilegal de cassiterita retirada da Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Conforme as apurações, o artista e uma empresa de produção musical teriam recebido R$ 31 milhões de empresas apontadas como integrantes da organização criminosa.
A defesa do artista se manifestou para negar qualquer envolvimento de Alexandre Pires com as atividades investigadas. A nota foi assinada pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que afirmou que o cantor não possui relação com garimpo ou extração mineral, especialmente em território indígena.
Defesa de Alexandre Pires se manifesta
“Alexandre Pires não tem e nunca teve qualquer envolvimento com garimpo ou extração de minério, muito menos em área indígena”, declarou a defesa. O documento também ressaltou a trajetória profissional do cantor, descrito como uma das mais importantes referências da música brasileira, com longa e impecável carreira artística.
Ao final da manifestação, o advogado afirmou que o artista “jamais cometeu qualquer ilícito” e acrescentou que essa posição já está sendo devidamente demonstrada no curso das investigações. A defesa, portanto, sustenta que os fatos serão esclarecidos durante o andamento da apuração conduzida pelas autoridades.
Operação cumpriu mandados nesta quarta
Segundo o site G1, Alexandre Pires e os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon foram alvos da Polícia Federal nesta quarta-feira (23), durante a segunda fase da Operação Disco de Ouro. A ação prevê o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, além de 17 ordens judiciais para sequestro de bens e valores. As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara da Justiça Federal em Boa Vista. Não foram expedidos mandados de prisão.