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César Tralli e Renata confirmam no Jornal Nacional o que aconteceu com querido jornalista: ‘Morreu hoje…’

Cesar Tralli e Renata confirmam no Jornal Nacional o que

César Tralli e Renata Vasconcellos apresentam o Jornal Nacional desta terça-feira (22) e levaram ao ar a triste notícia da morte de um dos mais proeminentes jornalistas do Brasil. “Morreu hoje no Rio, aos 95 anos, o jornalista e escritor Zuenir Ventura”, disse Tralli durante o telejornal ao vivo.

Com sete décadas de carreira, ele participou de momentos importantes do jornalismo brasileiro e também se destacou como escritor e professor. Membro da Academia Brasileira de Letras, Zuenir ocupava a cadeira número 32, para a qual foi eleito em 2014, sucedendo o escritor Ariano Suassuna.

Trajetória de Zuenir Ventura

Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir teve uma trajetória profissional que começou muito antes das redações dos grandes jornais. Ainda jovem, trabalhou em diferentes atividades, incluindo pintura de paredes, serviços em banco e laboratório, entrega de produtos, faxina e atendimento em bar.

Também foi professor, profissão que conciliou durante décadas com o jornalismo. O início da carreira na imprensa ocorreu no arquivo do jornal Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, até que ele passou a colaborar com a redação. Ao longo dos anos, Zuenir trabalhou em veículos importantes da imprensa brasileira e também atuou como professor na área de comunicação.

Um dos principais marcos de sua produção literária foi o livro 1968: O Ano que Não Terminou, lançado em 1988, obra que recuperou acontecimentos relacionados ao movimento estudantil e à ditadura militar. O trabalho recebeu o Prêmio Jabuti e posteriormente inspirou a minissérie Anos Rebeldes, exibida pela TV Globo. Outra obra de destaque foi Cidade Partida, publicada em 1994, resultado de sua experiência e investigação sobre a violência no Rio de Janeiro após a chacina de Vigário Geral.

Prêmio e homenagens ao longo da carreira

A atuação de Zuenir também ficou marcada pela cobertura de temas relacionados aos direitos humanos. Em Chico Mendes: Crime e Castigo, publicado em 2003, reuniu o resultado de uma investigação sobre o assassinato do seringueiro e ambientalista. O trabalho rendeu ao jornalista os prêmios Esso e Vladimir Herzog, além de outras homenagens ao longo da carreira. 

Na literatura e no jornalismo, Zuenir também deixou trabalhos ligados ao cinema e à televisão. Ele participou da produção de Um Dia Qualquer e escreveu o roteiro do documentário Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje. Na Academia Brasileira de Letras, passou a integrar uma das instituições mais tradicionais do país. Zuenir deixa a mulher, dois filhos e dois netos. O velório estava previsto para ocorrer na sede da ABL, enquanto o sepultamento seria realizado no mausoléu da Academia, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

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