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Alvo de operação da PF, Mario Frias já interpretou político envolvido em corrupção na Globo
O deputado Mario Frias (PL-SP), alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (10), já interpretou um político envolvido em corrupção na televisão. O personagem apareceu na novela Senhora do Destino, exibida entre 2004 e 2005, trama em que o parlamentar da vida real deu vida a Thomas Jefferson Bezerra de Souza.
Na produção, Thomas Jefferson era um jovem deputado de esquerda que se apresentava como idealista, mas utilizava a política para se envolver em esquemas de corrupção. O nome fazia referência ao ex-presidente dos Estados Unidos Thomas Jefferson. De terno, o personagem circulava por Brasília e buscava ampliar a exposição na mídia para conquistar votos.
Personagem também enfrentava problemas na vida pessoal
Além da atuação política, Jefferson era retratado como mulherengo e mantinha uma rotina dividida entre Brasília e o Rio de Janeiro, onde procurava apoio nas regiões periféricas. A estratégia, porém, acabava prejudicada por Maria Eduarda (Débora Falabella), por quem se apaixonava sem ser correspondido. Apesar da instabilidade amorosa, o cargo ocupado pelo personagem era considerado um diferencial por pessoas próximas.
Investigação envolve filme sobre Bolsonaro
Na história, os pais de Maria Eduarda incentivavam a aproximação com o deputado justamente por causa da posição e do prestígio em Brasília. Ao final da novela, Jefferson conseguia se dar bem: casava-se com Marinalva (Tânia Khalill) e os dois se mudavam para Brasília, onde o personagem continuava exercendo o mandato parlamentar.
No caso que envolve Mario Frias, a PF investiga se emendas indicadas pelo deputado foram utilizadas para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, no qual aparece como produtor-executivo e roteirista. A operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator de investigações relacionadas ao desvio de emendas.
Além de Frias, a empresária Karina Ferreira da Gama é alvo da operação por causa da produtora GoUp Entertainment, ligada ao projeto. Duas organizações não governamentais comandadas por Karina, a Academia Nacional de Cultura (ANC) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), também são citadas na investigação. O deputado já declarou que a denúncia envolvendo emendas é absolutamente falsa e difamatória. Na ocasião, a defesa afirmou que a própria Câmara dos Deputados havia apontado a legalidade dos recursos.