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Ao Fantástico, esposa de Lito diz que corpo do marido já foi afetado por doença: ‘Não anda sozinho’
A esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, falou sobre o estado de saúde do criador de conteúdo durante uma entrevista ao Fantástico e revelou como a Doença de Creutzfeldt-Jakob afetou rapidamente o marido. Aos 59 anos, o piloto e mecânico de aviação, conhecido pelo trabalho no canal Aviões e Músicas e por participações na televisão, enfrenta uma enfermidade neurodegenerativa rara que provoca uma progressão acelerada dos sintomas.
Segundo Mila, a evolução da doença provocou mudanças importantes na capacidade física de Lito em um período muito curto. O influenciador começou a apresentar perda de força e de movimentos no braço esquerdo, dificuldade para caminhar, alterações na visão e problemas na fala. A situação avançou de maneira rápida e passou a exigir acompanhamento constante, especialmente por causa das limitações para realizar atividades que antes faziam parte da rotina do piloto.
Capacidade intelectual de Lito foi preservada
Apesar da deterioração física, a esposa ressaltou que a condição não afetou da mesma maneira a capacidade intelectual de Lito. Ela afirmou que o marido continua consciente e preserva sua capacidade de compreender as situações, embora o corpo tenha sido bastante comprometido pelos efeitos da doença. “A essência, alma, inteligência dele está 100% preservada. O corpo físico, não, já foi muito afetado. Em questões de semana ele perdeu movimentos importantes, não anda sozinho”, explica Mila.
O que é doença diagnosticada em Lito?
A Doença de Creutzfeldt-Jakob é causada por uma alteração de proteínas chamadas príons e provoca uma degeneração progressiva dos neurônios. A forma espontânea, que segundo as informações divulgadas pela família é a que atingiu Lito, representa a maioria dos casos. Especialistas explicam que a doença costuma apresentar evolução rápida e que, atualmente, não existe tratamento curativo capaz de interromper definitivamente o processo de degeneração provocado pela enfermidade.
Diante do diagnóstico e da velocidade com que os sintomas avançaram, Mila tem procurado alternativas para o tratamento do marido. A família tentou incluí-lo em pesquisas internacionais realizadas nos Estados Unidos e na China, mas os critérios dos estudos impediram sua participação. Agora, a estratégia é buscar o chamado uso compassivo de medicamentos experimentais, com apoio de órgãos brasileiros, na esperança de conseguir uma possibilidade de tratamento que possa ao menos retardar a progressão da doença.