Entretenimento
Caso Isabelle Caracristi: Cabrini consegue versão do namorado e ele quebra o silêncio sobre a morte da jovem
João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, jovem estudante de Direito que faleceu após uma queda de mais de setenta metros em um condomínio de Fortaleza, pronunciou-se publicamente pela primeira vez sobre o ocorrido. Durante uma entrevista exclusiva a Roberto Cabrini, o advogado rebateu as alegações da família da vítima, que o acusa de ter tido participação no desfecho trágico, e também negou qualquer responsabilidade na morte, enquanto é investigado por suspeita de instigação ao suicídio.
Com 22 anos, Isabelle Caracristi, aluna de Direito, teve sua morte apurada pelas autoridades cearenses. A fatalidade ocorreu quando a jovem despencou de uma altura superior a 70 metros do edifício onde residia com o namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos. A entrevista, exibida no Domingo Espetacular, trouxe as primeiras declarações de João Munhoz a respeito das acusações levantadas pela família de Isabelle. “Cabrini, é um suicídio que mexeu com toda a minha estrutura psicológica. Cheguei para o meu irmão ligar para a mãe dela. Eu não consigo, eu não tenho forças. Eu não tenho capacidade mental para falar com ela para dar essa notícia, essa notícia ruim“, afirmou ele.
Versões contraditórias e esclarecimentos do namorado
No decorrer da conversa, Roberto Cabrini questionou João Munhoz Neto sobre o motivo pelo qual ele teria bloqueado o contato da mãe de Isabelle Caracristi, enfatizando a relevância de comunicar a ela os acontecimentos. Em resposta, o advogado esclareceu: “Não é essa história, Cabrini. Eu não conseguia falar com ninguém. Inclusive, todas as minhas linhas estavam abertas para ligação. E eu estava segunda-feira muito para baixo, muito mal“.
Além disso, o jornalista indagou sobre a conduta de João na noite em que Isabelle estava sozinha no apartamento, incluindo um encontro do advogado com sua ex-esposa e a suposta falta de informações à estudante. Cabrini também mencionou que Isabelle havia expressado desconforto com o relacionamento de João com sua ex-parceira. João, por sua vez, explicou que ela sabia, acrescentando que a situação havia sido esclarecida desde o início do namoro, e que Isabelle, apesar das dúvidas iniciais, teria compreendido o contexto.
Um ponto crucial abordado foi a ausência de João Munhoz Neto nas cerimônias de despedida de Isabelle. O advogado foi confrontado sobre sua falta no velório e sepultamento, uma das principais questões levantadas pela família da jovem. Cabrini ressaltou que, semanas após o falecimento, a mãe de Isabelle e outros próximos ainda buscavam explicações sobre os eventos que antecederam a tragédia. Munhoz justificou sua ausência dizendo que estava em choque.
Acusações de fuga e controvérsias sobre o celular
Roberto Cabrini também indagou João Munhoz Neto sobre os sentimentos pós-morte de Isabelle, ao que o advogado respondeu não sentir culpa, mas descreveu um período de intenso sofrimento e luto. Finalmente, Cabrini questionou João sobre a suposta tentativa de localizar o celular de Isabelle após o incidente. João negou ter procurado o aparelho ou solicitado sua localização, só confirmou ter dito à polícia que se achasse o aparelho comunicaria aos agentes.