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Como surgiu o costume de Roberto Carlos de jogar rosas ao público durante os shows?

Como surgiu o costume de Roberto Carlos de jogar rosas

Encerrar uma apresentação de Roberto Carlos sem a tradicional distribuição de rosas se tornou algo incomum para os fãs. O gesto, repetido há décadas, passou a integrar o roteiro dos shows e mantém o público atento à disputa pelos botões lançados pelo cantor.

A tradição, porém, surgiu de maneira inesperada em 1978, durante uma apresentação no Rio de Janeiro. Enquanto cantava, Roberto Carlos reconheceu uma pessoa conhecida entre os espectadores e decidiu fazer uma homenagem improvisada.

De um cravo às tradicionais rosas

Naquele momento, o cantor retirou o cravo que estava preso à lapela do terno e arremessou a flor em direção ao conhecido. A reação da plateia foi imediata e chamou a atenção da maquiadora Neide de Paula, que acompanha o artista até hoje.

Ao perceber a empolgação dos fãs, Neide sugeriu que a entrega das flores se tornasse parte permanente das apresentações. Roberto Carlos aprovou a proposta, mas optou por trocar os cravos por rosas. A mudança ocorreu após a equipe constatar que o caule dos cravos poderia dobrar ou quebrar antes de chegar aos espectadores mais distantes.

A trajetória até a Jovem Guarda

A carreira musical de Roberto Carlos começou a se consolidar no fim dos anos 1950, período marcado pela influência da Bossa Nova e do Rock and Roll. Depois de deixar o Espírito Santo e se mudar para o Rio de Janeiro, o cantor participou de programas de rádio e integrou grupos musicais ao lado de artistas como Tim Maia.

Na década de 1960, o reconhecimento nacional aumentou com a liderança da Jovem Guarda ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa. Com músicas voltadas ao público jovem e influências do rock, Roberto Carlos alcançou grande popularidade e se tornou um dos principais nomes da música e da televisão brasileira.

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