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Dona do helicóptero que levava o cantor Rick vai precisar retirar destroços de mata fechada
A empresa responsável pelo helicóptero que caiu na Serra Catarinense com o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas recebeu autorização nesta quinta-feira (24) para iniciar os procedimentos necessários à retirada dos destroços. A aeronave caiu em Urubici (SC) na segunda-feira (21), e os fragmentos foram localizados no dia seguinte em uma área de Santa Bárbara. O local é considerado de difícil acesso, com trechos de montanhas, áreas planas e mata fechada, o que torna a operação de retirada mais complexa.
O helicóptero era um Bell 430, de matrícula PP-MGR, pertencente à JTA Empreendimentos e Urbanismo, construtora de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina. A aeronave havia sido emprestada ao empresário Bruno Avelar e ao cantor Rick, que estavam entre os cinco ocupantes mortos no acidente. Em comunicado, a empresa informou que passou a avaliar as condições para executar a operação, levando em consideração o acesso ao ponto da queda e as medidas de segurança necessárias para a retirada.
Ordem de retirada dos destroços
Antes da remoção, existem procedimentos que precisam ser adotados para reduzir riscos durante o trabalho. Segundo o especialista em Aeronáutica pela Universidade de São Paulo (USP), James Waterhouse, é necessário retirar itens como combustível, materiais inflamáveis e baterias antes que os destroços sejam transportados. A retirada também depende da liberação do local pelo investigador responsável pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, e pela polícia.
Caixa-preta do helicóptero foi recuperada
O Cenipa esteve na região na quarta-feira (23) e recuperou a caixa-preta da aeronave, que será submetida a análise. De acordo com as regras do Sistema do Comando da Aeronáutica, a responsabilidade pela retirada dos destroços, recolhimento da carga e limpeza da área é do proprietário ou operador da aeronave. A medida busca evitar riscos à segurança, à saúde pública, ao meio ambiente e ao patrimônio de terceiros durante a retirada dos materiais deixados no local do acidente.
O Bell 430 envolvido na ocorrência tinha capacidade para um piloto e sete passageiros e peso máximo de decolagem de 4.218 quilos. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave estava em situação regular e possuía certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027, além de autorização para realizar voos noturnos. As causas da queda ainda não foram definidas. O acidente é investigado pelo Cenipa e pela Polícia Civil, enquanto a análise da aeronave e dos dados recuperados poderá ajudar a esclarecer o que aconteceu durante o voo.