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Globo pode ter prejuízo milionário após cancelamento de debate com os candidatos à presidência
A Globo teria sofrido um prejuízo comercial de aproximadamente R$ 240 milhões após o cancelamento de última hora do debate presidencial que estava previsto para a última quinta-feira, 1º de outubro. A informação foi divulgada pelo colunista Alessandro Lo-Bianco, do portal iG, em publicação feita nesta sexta-feira, 2 de outubro.
Segundo o colunista, os seis maiores cotistas comerciais do debate haviam pago valores entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões cada para associar suas marcas à transmissão. Com o cancelamento, a emissora precisou comunicar os anunciantes e oferecer a transferência das inserções publicitárias para os intervalos de Quem Ama Cuida.
A proposta, porém, teria sido recusada pelas seis maiores empresas que compraram as cotas comerciais do debate. Os anunciantes teriam argumentado que os valores pagos estavam relacionados especificamente ao evento jornalístico e eleitoral, e não a inserções convencionais durante uma novela, segundo Lo-Bianco.
Anunciantes também cobram multas previstas
Além da devolução dos valores pagos pelas cotas, os contratos assinados com a emissora possuem cláusulas que preveem multas em situações de não cumprimento das entregas comerciais. De acordo com a publicação, as penalidades podem chegar a 20% do valor de cada cota adquirida pelas empresas.
Na prática, a emissora teria de devolver aproximadamente R$ 240 milhões aos seis maiores cotistas e ainda assumir os custos adicionais relacionados às multas previstas nos contratos. As empresas sustentam que o cancelamento partiu da própria Globo e que não houve desistência das campanhas contratadas.
Cancelamento provoca impacto financeiro
Lo-Bianco informou que o setor financeiro da emissora passou a avaliar durante a madrugada o tamanho do impacto causado pelo cancelamento do debate. Uma reunião interna teria concluído que a empresa precisará devolver os valores aos anunciantes e cumprir as obrigações financeiras previstas nos contratos.
O caso envolve os contratos comerciais firmados especificamente para a transmissão do debate presidencial. Com a não realização do evento, os anunciantes recusaram a substituição por publicidade convencional e passaram a cobrar a devolução dos valores e as penalidades previstas nos acordos, mas a Globo não informou nada até o momento.