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Lito Sousa enfrentou doença rara, neurodegenerativa e fatal; entenda o que a medicina sabe
Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, após enfrentar a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Conhecido pelo canal Aviões e Músicas, o influenciador estava em cuidados paliativos em casa, depois de passar pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele deixa a esposa, Mila Seidl, e o filho Malone, de 7 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, a DCJ é uma doença priônica rara, neurodegenerativa, progressiva e fatal. Ela está ligada aos príons, proteínas anormais capazes de provocar alterações no tecido cerebral. A enfermidade pode causar perda de memória, tremores, demência, falta de coordenação, alterações na fala e visão, espasmos musculares e mudanças de comportamento.
Por que o diagnóstico da doença é tão complexo
A identificação da Creutzfeldt-Jakob exige avaliação clínica e neurológica detalhada. Exames como ressonância magnética, eletroencefalograma e tomografia podem auxiliar na investigação, assim como testes genéticos relacionados ao gene PRNP. A confirmação definitiva depende da análise do tecido cerebral por métodos neuropatológicos.
A doença pode surgir de diferentes formas. A modalidade esporádica representa cerca de 85% dos casos; a hereditária responde por aproximadamente 5% a 15%, enquanto a forma iatrogênica corresponde a menos de 1%. O Ministério da Saúde informa ainda que cerca de 90% dos pacientes evoluem para óbito em até um ano.
DCJ não é transmitida pelo contato cotidiano
Não há evidências de transmissão da doença por abraços, beijos, relações sexuais, roupas, utensílios, ar ou convivência social. Atualmente, não existe tratamento comprovado capaz de interromper ou modificar a evolução da DCJ. Por isso, a assistência é voltada principalmente ao controle dos sintomas e aos cuidados físicos, nutricionais e emocionais do paciente e de seus familiares.