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Morte de Neto Araújo recoloca Cavaleiros do Forró sob peso de sucessão de tragédias
O falecimento do cantor Neto Araújo, aos 42 anos, na cidade de Pendências, Rio Grande do Norte, representa mais um capítulo melancólico na história da banda Cavaleiros do Forró, referência do forró eletrônico nacional. Com esta perda, ele se torna o quarto ex-vocalista do grupo a falecer, dando continuidade a uma série de fatalidades que tem entristecido os admiradores da banda ao longo do tempo.
O histórico da formação já era marcado por eventos traumáticos, como o acidente rodoviário na BR-304, também em solo potiguar, ocorrido em 2005, que resultou nas mortes do vocalista José Inácio Alexandre e do guitarrista Edivan Paulo da Silva. Um detalhe marcante dessa trajetória é que o próprio Neto Araújo foi o sucessor de José Inácio nos vocais, assumindo o posto durante aquele novo ciclo da banda.
Tragédias com membros do grupo
A trajetória da banda Cavaleiros do Forró também foi impactada por outros falecimentos que repercutiram profundamente na música brasileira. Em junho de 2017, a ex-vocalista Eliza Clívia perdeu a vida em um acidente de trânsito em Aracaju, Sergipe, tragédia que também vitimou seu esposo, o baterista Sérgio Ramos.
Outra perda marcante foi a de Gabriel Diniz, que passou pelo grupo entre 2010 e 2011 antes de conquistar o sucesso nacional com a música Jenifer. Ele faleceu em maio de 2019, aos 28 anos, vítima de um acidente aéreo com uma aeronave de pequeno porte em Sergipe, evento que gerou grande comoção em todo o país.
Morte segue sob investigação policial
O falecimento de Neto Araújo recoloca a banda Cavaleiros do Forró sob o peso de uma sucessão de tragédias que atravessam as diversas gerações do grupo. O artista, que havia celebrado 42 anos apenas dois dias antes de ser achado sem vida em um sítio na presença da esposa, é agora alvo de uma investigação oficial aberta pela Polícia Civil, que aguarda os laudos periciais para determinar as causas exatas do óbito.
O acontecimento gerou uma onda de repercussão entre admiradores e figuras do meio artístico, que aproveitaram o momento para prestar homenagens ao legado e à relevância de Neto na história do grupo, um dos expoentes mais influentes do forró no Nordeste brasileiro.