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Neymar não foge de polêmica e revela voto com gesto enigmático
O renomado atacante Neymar Jr. marcou presença nas urnas neste domingo (4/10), na cidade de Santos, localizada no litoral paulista, para exercer seu direito ao voto no primeiro turno das eleições. O atleta optou por se dirigir à seção eleitoral no período da tarde, por volta das 16h30, e documentou o momento em suas plataformas digitais, ao lado de seu amigo Cris Guedes, figura conhecida entre seus parças.
Envergando uma camiseta do time do Santos Futebol Clube, Neymar fez uma observação bem-humorada sobre o horário escolhido para a votação, expressando a expectativa de encontrar o local com pouca movimentação. “Vim votar e não tinha ninguém. É ou não é, Crisin? Vim no melhor horário. 16h30 da tarde, camisa do Peixão. Tamo junto“, proferiu o jogador. Contudo, a tática não surtiu o efeito desejado de evitar a atenção do público. Ao sair do local de votação, o atleta foi abordado por uma aglomeração de torcedores, que solicitaram fotografias e autógrafos. Em outro vídeo, Neymar reiterou a brincadeira sobre a afluência de pessoas, afirmando que a experiência de votação havia sido muito tranquila.

Gesto simbólico e posicionamento político
Ao lado de Cris Guedes, Neymar realizou um gesto com as mãos que simulava o número 2, enquanto seu companheiro repetia o movimento. Em conjunto, a dupla produziu uma representação visual do número 22, cifra associada a um determinado candidato na disputa pela presidência. Essa ação foi imediatamente interpretada pelos veículos de imprensa como uma indicação indireta da preferência eleitoral do atacante.
Na mesma gravação, Cris Guedes ainda fez um comentário sobre a participação de ambos no pleito: “Fizemos o papel de cidadão brasileiro“, declarou. Neymar, que em eleições anteriores já havia manifestado suporte a Jair Bolsonaro, não havia, até o momento, proferido uma declaração explícita de voto para o presente pleito. No entanto, o gesto com Cris Guedes foi amplamente compreendido como uma demonstração de apoio a Flávio Bolsonaro.
Histórico de declarações em eleições anteriores
Em 2014, o atacante também havia formalizado seu apoio a Aécio Neves durante a contenda presidencial. Naquela ocasião, ele argumentou que sua escolha não deveria ser percebida como uma “batalha campal” e defendeu que o resultado das urnas simbolizasse o triunfo da democracia. O histórico de Neymar revela um engajamento periódico com o cenário político brasileiro, por vezes através de manifestações mais diretas, e em outras ocasiões por meio de simbolismos que geram debate e interpretações. Seu comportamento durante o dia de votação deste ano segue essa linha de posicionamento público.