A estratégia de Donald Trump em relação ao Brasil parecia estar dando tiro pela culatra. Em vez de fortalecer Jair Bolsonaro, ajudando o ex-presidente a escapar da prisão ou até abrir caminho pra uma possível candidatura em 2026, as tarifas e sanções impostas pelos EUA estavam acelerando justamente o oposto: a condenação de Bolsonaro e, de quebra, fortalecendo a popularidade de seu adversário histórico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O curioso é que a economia brasileira vinha aguentando o tranco melhor do que se esperava. Enquanto isso, empresários de peso desembarcavam em Washington nas últimas semanas para reclamar diretamente na Casa Branca sobre o risco de a inflação americana ser puxada pra cima pelos preços do café, da carne bovina e de outras commodities brasileiras.
