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Lito recebeu tratamento experimental antes de morrer, em uma última tentativa contra doença sem cura

Lito recebeu tratamento experimental antes de morrer em uma ultima

A morte de Lito Sousa, nesta quinta-feira (1º/10), encerrou uma tentativa de tratamento para uma doença que, segundo a reportagem, não possui terapia aprovada capaz de frear sua evolução. Cerca de duas semanas antes, o influenciador havia recebido o ALN-6457, substância experimental desenvolvida pela Regeneron em parceria com a Alnylam Pharmaceuticals. O composto foi utilizado enquanto Lito estava internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por complicações relacionadas à doença de Creutzfeldt-Jakob.

A aplicação ocorreu de forma excepcional, por meio do chamado uso compassivo. Até aquele momento, o ALN-6457 ainda não havia sido administrado anteriormente em seres humanos. Mila Seidl, esposa de Lito, havia contado em um vídeo publicado em 14 de setembro que o marido recebera a substância no fim de semana anterior e que, naquele momento, não apresentava reação adversa. Como se tratava de uma molécula inédita em humanos, o acompanhamento médico era necessário para avaliar a resposta ao composto.

Tratamento experimental exigiu acompanhamento e avaliação médica

A equipe que acompanhava Lito esperava observar a evolução do quadro ao longo das semanas seguintes. Exames programados para aproximadamente seis semanas depois da aplicação seriam utilizados para verificar se havia ocorrido alguma alteração em sua condição. Como o ALN-6457 ainda estava em uma etapa anterior aos testes clínicos, havia poucas informações públicas disponíveis sobre a substância e seus possíveis efeitos.

A experiência também envolveu o mecanismo de uso compassivo, que permite, em determinadas circunstâncias, que pacientes tenham acesso a medicamentos ou substâncias experimentais quando não existem alternativas terapêuticas aprovadas. Na semana anterior à morte de Lito, Mila explicou à Coluna Fábia Oliveira como o processo havia permitido que o marido recebesse o tratamento. Segundo ela, a iniciativa dependia de etapas envolvendo a indústria farmacêutica e as autoridades dos países envolvidos.

Uso compassivo passou por família, médico, laboratório e Anvisa

Mila explicou que a solicitação não dependia apenas da família. O médico responsável participava do processo, enquanto o laboratório precisava encaminhar o pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela também afirmou que a farmacêutica avaliava se o paciente poderia se beneficiar da substância e se o caso ainda fazia sentido para a investigação do tratamento. Lito morreu após enfrentar complicações provocadas pela doença de Creutzfeldt-Jakob.

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