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Veronica Costa é presa e motivo de condenação é de embrulhar o estômago: ‘Ele sofreu…’

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A empresária Veronica Costa foi detida por agentes da Polinter na noite de quinta-feira, na localidade do Vale das Videiras, em Petrópolis. A captura ocorreu em decorrência de uma condenação definitiva a 10 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelas agressões cometidas contra seu antigo companheiro, Márcio Costa. Desde o dia anterior, a figura pública era tratada como foragida pelas autoridades, visto que não foi encontrada em sua residência no bairro da Barra da Tijuca. Durante a mesma operação policial na Região Serrana, três familiares da política também foram detidos para o cumprimento de suas respectivas penas.

O processo judicial teve início em fevereiro de 2011, quando o ex-marido procurou a Polícia Civil para relatar os episódios de violência. De acordo com os autos do processo, o homem permaneceu amarrado por cerca de 20 horas, período em que os envolvidos teriam utilizado combustível e inseticida para intimidá-lo. A primeira sentença desfavorável à ex-parlamentar foi proferida em 2019, resultando também na perda de seu mandato na Câmara Municipal. Posteriormente, em 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acatou um recurso apresentado pelo Ministério Público e ampliou o tempo de condenação de todos os réus.

Ao ser levada presa, ela se defendeu

Ela afirmou que considera injusta a situação que está enfrentando e negou ter cometido qualquer crime, destacando que “não sou nenhuma bandida, nenhuma marginal ou homicida”. Ao relembrar que já teve uma arma apontada para a cabeça, disse se considerar vítima de um erro do Judiciário. Ela também declarou tristeza e incredulidade diante do ocorrido, ressaltando que sempre admirou o Judiciário e que não se considera “nenhuma bandida, nenhuma corrupta”, mas uma mulher que trabalhou pelo povo e que, em sua avaliação, não deveria estar passando por aquilo. Por fim, classificou o que está acontecendo como “maldade”.


Ao longo de toda a tramitação processual, a acusada negou as agressões e chegou a registrar um boletim de ocorrência por furto contra o antigo parceiro. Na época dos fatos, ela declarou às autoridades que o homem era usuário de substâncias ilícitas e justificou os ferimentos dele afirmando: “Ele chegou na minha casa muito nervoso, gritando, muito machucado, querendo me agredir como sempre”. Por outro lado, o representante legal da vítima, Leandro Bessa, avaliou o desfecho do caso como a “cristalização da justiça”. O advogado reforçou a gravidade da situação ao declarar que “Na realidade, o crime cometido contra o meu cliente foi bárbaro. Ele sofreu tortura, não só pela Verônica”.

Posicionamento da defesa de Veronica Costa sobre a prisão

A equipe jurídica responsável por representar a ex-parlamentar mantém o posicionamento de que não existem elementos materiais suficientes para sustentar a punição. Em nota divulgada durante a revisão da pena, os advogados argumentaram que a decisão se baseia apenas no relato do denunciante, que teria se recusado a fornecer material genético para exames técnicos. O texto da defesa destacou que “A condenação, baseada em versão da suposta vítima sem base probatória, certamente será revertida em novos recursos ante sua fragilidade”. Apesar dos questionamentos levantados pelos defensores, o trânsito em julgado encerrou as possibilidades de apelação que pudessem impedir o cumprimento imediato da pena.

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