Famosos
Brasil se despede de uma de suas cantoras mais queridas, aos 60 anos
A cantora Maria Aparecida de Moraes, conhecida como Cidinha Moraes, morreu na segunda-feira (28), aos 60 anos. Cofundadora do grupo católico Vida Reluz, ela estava em tratamento após ser diagnosticada com hepatite C e vinha enfrentando complicações de saúde nas últimas semanas.
A morte mobilizou integrantes da música católica, familiares, amigos e pessoas que acompanharam por décadas o trabalho de evangelização realizado pela cantora. Cidinha havia completado 60 anos em 7 de setembro. Nos dias anteriores à morte, familiares e integrantes do meio católico utilizaram as redes sociais para pedir orações pela recuperação da artista.
O velório foi realizado na Sala 6 da Urbam, em São José dos Campos (SP), cidade onde começou a história do Vida Reluz. O sepultamento estava marcado para a tarde de terça-feira (29), no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek.
Trajetória da cantora Cidinha Moraes
A trajetória de Cidinha no Vida Reluz começou ainda na década de 1980. Em 1985, ela, Walmir Alencar e outros jovens ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo passaram a organizar encontros, vigílias e momentos de oração e louvor em São José dos Campos. Como costumavam levar a Bíblia para essas reuniões, o grupo ficou inicialmente conhecido como Grupo da Bíblia.

Dez anos depois, em 1995, o Vida Reluz lançou seu primeiro álbum e iniciou uma trajetória que levou suas músicas a celebrações, retiros, grupos de oração e momentos de adoração em diferentes regiões do país. Ao longo de mais de quatro décadas de atividade, Cidinha se tornou uma das vozes associadas ao ministério e participou de trabalhos que marcaram a música católica brasileira.
Canções marcantes
Entre as canções ligadas ao repertório do grupo estão Celebra a Vitória, Como És Lindo, Diante do Rei, Confia em Mim e Gratidão. Ao recordar a origem da missão em entrevista à Milícia da Imaculada, a cantora resumiu a razão de continuar dedicada ao projeto. “Fomos chamados para servir e aqui estamos”, afirmou.
A morte da cantora provocou manifestações de instituições e religiosos ligados à evangelização católica. A Comunidade Canção Nova e a Fundação João Paulo II lamentaram a perda e destacaram a contribuição de Cidinha para a música e para a divulgação da fé. A Comunicação Musical da Editora Paulinas, ligada aos lançamentos do Vida Reluz, também publicou uma homenagem.