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Esta foi a doença diagnosticada em Lito Sousa, que faleceu aos 59 anos
O influenciador, youtuber e empresário Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, menos de dois meses depois de ser diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A morte foi comunicada pela família nas redes sociais. Conhecido pelo trabalho relacionado à aviação e pelo canal Aviões e Músicas, Lito vinha enfrentando uma rápida evolução do quadro neurológico desde a descoberta da doença.
A confirmação foi feita pela esposa do influenciador, Mila Seidl, que publicou um vídeo para comunicar a morte e prestar uma homenagem ao marido. Emocionada, ela afirmou que Lito havia cumprido sua missão ao longo da vida. “O grande comandante decidiu levá-lo para perto dele, para perto dos seus pais e do seu irmão Geraldo”, declarou Mila. Na sequência, disse que não conseguia explicar a partida, mas destacou a trajetória construída pelo marido.
Lito recebeu tratamento experimental
Lito chegou a receber um tratamento experimental na tentativa de combater a doença. O medicamento ALN-6457 chegou ao Brasil em 11 de setembro, depois que o influenciador conseguiu uma autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ter acesso à substância. Segundo as informações divulgadas na época, Lito foi a primeira pessoa a utilizar o medicamento, que anteriormente havia sido testado apenas em animais. A tentativa ocorreu diante da gravidade e da rápida progressão da doença.
Doença rara
Antes de receber o diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob, Lito também enfrentava um câncer de próstata em estágio inicial, identificado no começo deste ano. A DCJ é uma doença neurológica rara, degenerativa, progressiva e fatal, associada ao acúmulo de uma proteína anormal, chamada príon, no cérebro. A condição pertence ao grupo das doenças priônicas e pode provocar uma deterioração acelerada das funções neurológicas e psicomotoras.
Uma das características da doença é a velocidade com que os sintomas podem avançar. Os sinais iniciais podem ser confundidos com outras doenças neurológicas ou demências, dificultando o diagnóstico. Dados divulgados sobre a condição apontam que aproximadamente 90% dos pacientes morrem em até um ano após o início dos sintomas. No Brasil, a Creutzfeldt-Jakob é de notificação compulsória desde 2005 e, entre 2005 e 2021, foram registradas 1.576 notificações de casos suspeitos, com maior frequência entre pessoas de 55 a 74 anos.